Alerta: esse conteúdo que você está prestes a ler é uma verdadeira mina de ouro para quem está se preparando para um concurso e está com medo de cometer deslizes na prova de Língua Portuguesa.

Mas antes de listarmos tudo o que você vai aprender aqui hoje, nos permita trazer um panorama bem preocupante sobre o assunto: não são poucos os candidatos que não passam em um concurso justamente por causa do português. Afinal, a disciplina é importante não só na hora de marcar a alternativa correta em uma questão objetiva, mas também para escrever bem na redação e nas discursivas.

Mas calma — não escrevemos este artigo somente para te lembrar que Língua Portuguesa é pura técnica. Por aqui, vamos responder algumas perguntas-chave sobre o tema e que são um verdadeiro guia para você saber por onde começar a estudar. Olha só:

  • Quais as questões de língua portuguesa que caem em concursos?
  • Quais bancas mais cobram questões de língua portuguesa para concurso?
  • Qual a melhor estratégia para acertar questões de língua portuguesa em concursos?

E tem mais: ao longo dessa leitura, você vai encontrar videoaulas gratuitas, exemplos, explicações didáticas e tudo aquilo que sabemos que você precisa nesse momento. Spoiler: deixamos para o final uma dica de ferramenta para te ajudar a estudar e absorver o conteúdo. Bora?

Quais as questões de língua portuguesa que caem em concursos?

Em concursos públicos, a disciplina de Língua Portuguesa engloba uma gama de conteúdos, que inclui: 

  • Ortografia;
  • Morfologia;
  • Morfologia (verbos);
  • Morfologia (pronomes);
  • Sintaxe;
  • Pontuação;
  • Funções morfossintáticas da palavra “se”;
  • Funções morfossintáticas da palavra “que”;
  • Funções morfossintáticas da palavra “como”;
  • Funções morfossintáticas da palavra “até”;
  • Funções morfossintáticas da palavra “só”;
  • Funções morfossintáticas da palavra “mesmo”;
  • Crase;
  • Problemas da língua culta;
  • Interpretação de textos.

Em muitos casos, a porcentagem dessas questões é significativa — ou seja, não tem como fugir: dominar português bem pode fazer grande diferença no resultado final. 

Abaixo, explicamos o que é cada um desses temas, subtópicos cobrados na prova e por que são importantes.

Ortografia

A ortografia é o estudo das normas de grafia das palavras — ou seja, como escrever corretamente de acordo com a norma oficial da língua. 

Em concursos, costuma aparecer em itens como emprego correto de “x” ou “ch”, “ss” ou “s”, grafia de prefixos, extinção de letras como o “ç” em certas formas, e adequação ao Acordo Ortográfico. Por exemplo: “assembléia” passou a ser escrita assembleia”; o mesmo vale para “enjôo”, que se tornou “enjoo”. 

Por que é importante? Quando você domina as regras de ortografia, evita perder pontos por erros “bobos”, que vão estar no exame justamente para filtrar os candidatos. Além disso, a ortografia também aparece em questões de interpretação de texto ou de reescrita de frases — se uma palavra estiver grafada incorretamente, a alternativa fica automaticamente errada. O mesmo vale para a redação: escreveu errado, perdeu pontos.

Tópicos que podem aparecer na prova: acentuação gráfica, uso de hífen, emprego de “s” ou “z”, uso de “x” ou “ch”, dígrafos “ss”, “ç”, prefixos como “sub-”, “inter-”, e adequação ao novo Acordo Ortográfico. 

Morfologia

A morfologia se trata da estrutura das palavras, ou seja, como são formadas (prefixos, sufixos e radicais), classes de palavras (substantivo, adjetivo, advérbio etc.) e flexões (gênero e número). 

Em concursos, esse tema aparece em questões como “qual a classe gramatical da palavra X?”, “qual sufixo forma adjetivos?”, “qual o radical de determinada palavra?” ou “qual a palavra que pertence à mesma família de Y?”. 

Por que é importante? Esse conceito te ajuda a “desmontar” uma palavra e entender seu significado ou função no período. Inclusive, isso também serve para resolver evitar “pegadinhas” com advérbios ou adjetivos formados de modo inesperado.

Tópicos que podem aparecer na prova: classificação das palavras (substantivo, verbo e advérbio), formação de palavras (prefixação, sufixação e composição), famílias de palavras, uso correto de derivação, significado de sufixos e radicais, variação de gênero e número.

Morfologia (verbos)

Os verbos merecem atenção especial: aparecem nas flexões de tempo, modo, voz, pessoas, regência, concordância e voz passiva. Em concursos, uma questão pode te pedir para identificar o tempo verbal adequado para uma frase complexa, diferenciar modo indicativo ou subjuntivo, ou reconhecer uma voz passiva.

Por que isso é importante? Uma questão de verbos mal resolvida pode invalidar uma alternativa inteira. Além disso, os verbos são elementos centrais nas frases, principalmente em enunciados longos ou de interpretação de texto. Na hora de escrever sua redação, errar nisso vai descontar pontos.

Tópicos que podem aparecer na prova: tempos verbais (pretérito, presente, futuro), modos verbais (indicativo, subjuntivo, imperativo), vozes verbais (ativa, passiva, reflexiva), locuções verbais, formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio, particípio), e flexão de pessoa e número.

Morfologia (pronomes)

Os pronomes (pessoais, relativos, demonstrativos, indefinidos, etc.) e sua colocação são cobrados em muitos concursos. As questões podem pedir “qual o tipo de pronome X?”, “qual a função desse pronome na oração?”, “marcar a alternativa que apresenta colocação correta dos pronomes oblíquos (próclise, mesóclise ou ênclise)”.

Por que isso é importante? O uso incorreto de pronomes compromete a clareza da frase e frequentemente gera erros normativos. Além disso, entender pronomes ajuda muito na interpretação de textos porque eles fazem relações de sentido.

Tópicos que podem aparecer na prova: classificação de pronomes (relativo, interrogativo, indefinido etc.), colocação pronominal, pronomes oblíquos átonos, pronomes de tratamento e pronomes demonstrativos.

Sintaxe

Aqui, temos o conceito que trata da estrutura das orações e do período, ou seja, como os termos se organizam em uma frase (sujeito, predicado, objeto direto/indireto), além da coordenação e subordinação das orações. 

Em concursos, a sintaxe aparece em questões como “qual o sujeito da oração?”, “qual tipo de oração subordinada é essa?”, “marque a alternativa que aponta o termo correto da oração?”, ou “assinale a frase em que há ambiguidade no sujeito”. 

Por que é importante? Interpretar um enunciado corretamente depende bastante da sua capacidade de compreender a lógica da frase, ou seja, as funções sintáticas das palavras. Um erro de sintaxe pode fazer você marcar a alternativa errada mesmo que tenha, teoricamente, entendido tudo o que estava escrito.

E tem mais: como muitos textos longos são usados por bancas, saber “ler” a estrutura ajuda a filtrar rapidamente o que é importante.

Tópicos que podem aparecer na prova: termos da oração (sujeito, predicado, objeto), tipos de sujeito (simples, composto, oculto), voz passiva, concordância, coordenação e subordinação, e oração substantiva, adjetiva e adverbial.

Pontuação

A pontuação é um dos pesadelos de muitos concurseiros. Temos aqui as regras de uso de vírgula, ponto e vírgula, travessão, aspas, parênteses e por aí vai.

Na hora da prova, o tema aparece em questões como“onde colocar vírgula numa oração com adjunto adverbial”, “qual o emprego correto do travessão”, “uso ou não de vírgula antes de ‘que’”, “quando usar ponto e vírgula em enumeração complexa”. 

Por que é importante? Mesmo que você mande bem no significado das palavras, errar na pontuação compromete o sentido da frase, gera ambiguidade e facilmente desconta pontos da sua nota. É um erro clássico e frequente em redações e questões discursivas.

Tópicos que podem aparecer na prova: vírgula em oração coordenada ou subordinada, vírgula entre termos intercalados, travessão para enumeração ou discurso direto, dois-pontos explicativos, aspas e parênteses, pontuação antes ou depois de oração explicativa.

Funções morfossintáticas da palavra “se”

O “se” pode exercer diferentes funções na frase. Olha só alguns exemplos:

  • Partícula apassivadora:Vende-se casas”;
  • Índice de indeterminação do sujeito:Precisa-se de candidatos”;
  • Conjunção integrante:Não sei se ele vem”;
  • Conjunção condicional:Se chover, cancelamos”;
  • Pronome reflexivo ou parte de verbo pronominal

Por que é importante? Bancas valorizam esse tipo de conhecimento mais aprofundado — não basta saber que “se” pode indicar condição, é preciso saber se está apassivando, ou se é parte de verbo pronominal.

Tópicos que podem aparecer na prova: partícula apassivadora, índice de indeterminação do sujeito, conjunção condicional, pronome reflexivo, verbo pronominal.

Funções morfossintáticas da palavra “que”

A palavra “que” também varia muito, já que pode funcionar como: 

  • Conjunção subordinativa integrante:Ele disse que vem”;
  • Conjunção subordinativa consecutiva:Era tão alto que mal cabia”;
  • Pronome relativo:O livro que li”;
  • Partícula expletiva:Ele que me disse”;
  • Interjeição:Que horror!”.

Por que é importante? Você vai se deparar com o “que” em todos os textos que ler ou precisar escrever, então qualquer equívoco sobre sua função leva a erros de interpretação ou análise sintática. Além disso, saber classificar um “que” te ajuda a entender a estrutura da frase, entender a ideia principal da questão e até a eliminar alternativas.

Tópicos que podem aparecer na prova: conjunção integrante, conjunção consecutiva, pronome relativo, partícula expletiva e interjeição.

Funções morfossintáticas da palavra “como”

A palavra “como” pode ser: 

  • Conjunção comparativa:Ele é tão alto como o pai”;
  • Conjunção causal: Como estava chovendo, não fomos”;
  • Advérbio de modo:Ele faz como combinamos”;
  • Preposição:Ele trabalha como gerente”;
  • Conjunção em orações interrogativas indiretas: Não sei como ele chegou”.

Por que é importante? Errar na função do “como” é bem comum, então saber identificar o papel da palavra e a estrutura lógica de uma frase te dá uma vantagem em termos de interpretação e sintaxe.

Tópicos que podem aparecer na prova: conjunção comparativa, conjunção causal, advérbio de modo, preposição de função e orações interrogativas indiretas com “como”.

Funções morfossintáticas da palavra “até”

A palavra “até” tem mais funções do que você imagina. Observe:

  • Preposição:Vou até a minha casa”;
  • Advérbio de intensidade: até mais rápido do que eu esperava”;
  • Conjunção: Até que ele chegou, ninguém resolveu”; 
  • Partícula inclusiva:Até você fez isso?”. 

Em provas, questões podem pedir “qual é a função de ‘até’ na frase?” ou “a qual alternativa corresponde a ‘até’ partícula intensificadora?”.

Por que é importante? Um “até” pode mudar totalmente o sentido da frase conforme sua função. Se você errar na interpretação ou no uso, o sentido correto é comprometido. 

Tópicos que podem aparecer na prova: preposição de limite ou direção, advérbio de intensidade, conjunção e partícula de inclusão.

Funções morfossintáticas da palavra “só”

O “só”, por sua vez, pode funcionar como: 

  • Advérbio de exclusão:Só fiz isso”;
  • Adjetivo:Ele é o só herdeiro”;
  • Conjunção equivalente a “somente”:Só que não vou”;
  • Partícula de exceção:Todos vieram, só ela faltou”.

Por que é importante? O “só” é um item recorrente em questões de gramática fina e é bastante fácil cair no erro de usá-lo do jeito errado — algo que tem o poder de mudar totalmente o sentido de uma frase. 

Tópicos que podem aparecer na prova: advérbio de exclusão, adjetivo, conjunção equivalente, partícula de exceção.

Funções morfossintáticas da palavra “mesmo”

A palavra “mesmo” apresenta diferentes funções a depender da frase. Observe:

  • Pronome demonstrativo:Ele mesmo fez”;
  • Adjetivo:Foi o mesmo erro”;
  • Advérbio de intensidade:Ele mesmo queria isso”;
  • Partícula de reforço (ou pronome reflexivo): Mesmo assim, ele veio”.

Por que é importante? Porque “mesmo” altera o sentido da frase segundo o papel que assume (intensificar, indicar repetição/idêntico, etc.). Identificar corretamente a função ajuda na análise gramatical e interpretação do texto.

Tópicos que podem aparecer na prova: pronome demonstrativo/reflexivo, adjetivo, advérbio de intensidade e partícula de reforço.

Crase

Agora, é hora de aprender a crase de uma vez por todas e parar de perder pontos por causa dela. A crase indica a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a(s)”. Ou com “a” no início de pronomes demonstrativos, palavras femininas ou locuções prepositivas.

Em concursos, você verá o assunto em questões como “marque onde a crase foi usada corretamente”, “explique porque houve crase nessa locução”, ou “quando não se usa crase?”.

Por que é importante? O uso correto da crase é uma das maiores dificuldades dos concurseiros. Errar a crase, inclusive, pode levar à alternativa errada mesmo que o restante da frase esteja dominado. Não menos importante, é um tema bem frequente nos exames.

Tópicos que podem aparecer na prova: uso de crase antes de palavra feminina, antes de locução prepositiva/regida, antes de pronomes ou nomes próprios femininos, quando não usar crase (palavras masculinas ou verbos, palavra no plural que perde ‘a’ etc.) e verificação (preposição “a” + artigo “a”).

Problemas da língua culta

Aqui, temos desvios em relação à norma padrão cultivada — um erro clássico é escrever “houveram problemas” em vez de “houve problemas”. Outros equívocos incluem errar no gerúndio, ser informal demais e não adaptar palavras em inglês.

Nas provas, você pode encontrar questões como “qual alternativa está conforme a norma culta?”, “qual a forma culta correta desta frase?” ou “substitua a expressão informal X pela alternativa adequada”.

Por que é importante? No dia a dia, é normal que a gente fale de um jeito mais informal — por isso, muita gente repete esse padrão na hora da prova. Um concurso exige formalidade da sua parte, por isso vai avaliar a sua capacidade de usar a norma padrão.

Tópicos que podem aparecer na prova: uso correto do gerúndio, uso de expressões populares, formal vs. informal, concordância com norma culta e escolha de palavras e expressões adequadas.

Interpretação de texto

Interpretação de texto é talvez a parte mais estratégica de Língua Portuguesa em concursos. Afinal, se trata da sua capacidade de ler o texto e: 

  • Entender não só ideias explícitas, mas implícitas também;
  • Relações de causa e consequência; 
  • Inferir significado; 
  • Identificar tema e propósito; 
  • Reconhecer coerência, lógica interna, argumentação e retórica. 

Atenção: em muitos editais, esse tipo de assunto representa 30% ou mais das questões de português.

Por que é importante? Interpretar bem o texto exige mais habilidade do que decorar regras gramaticais — e cada vez mais as bancas priorizam isso. Além disso, a prova não dá muito tempo por item, então se você conseguir ler rapidamente e extrair o que importa, vai ter uma vantagem.

Tópicos que podem aparecer na prova: ideia central, inferência, implicação, finalidade do texto, relação entre parágrafos, figuras de linguagem, coesão e coerência, e vínculo entre enunciado e alternativas.

Dica extra: muita gente vai mal na redação por não interpretar corretamente o enunciado e criar um texto que foge ao que foi pedido. O mesmo vale para as questões — se confundir na hora de ler a questão e marcar uma alternativa errada por não ter entendido. Por isso, não descuide desse tópico!

Quais bancas mais cobram questões de Língua Portuguesa para concurso?

Cespe/Cebraspe, FGV, FCC (Fundação Carlos Chagas) e Cesgranrio são algumas das bancas que têm provas de Língua Portuguesa mais elaboradas.

 Abaixo, entramos em detalhes sobre o estilo de cada uma, o que estudar para a prova e quais pegadinhas são comuns.

Cespe/Cebraspe

Em geral, essa é uma banca que traz questões de múltipla escolha, com uma ênfase bem grande em interpretação de texto, gramática, sintaxe e função de termos.

Além disso, a Cespe é famosa por pegadinhas — enunciados longos e itens com duas ou mais assertivas são algumas das táticas que estão ali para confundir os candidatos. Muitas questões também trabalham com fórmulas de certo ou errado que anulam se uma delas estiver errada (ou seja, você perde pontos se marcar algo incorretamente).

Em resumo, é uma banca que quer testar se você sabe mesmo interpretar texto e não tentou apenas decorar as regras. Por isso, se essa for a banca do concurso que você vai prestar, recomendamos que estude:

  • Interpretação de texto com bastante foco em inferência
  • Sintaxe;
  • Regência e concordância;
  • Crase;
  • Colocação pronominal;
  • Coesão e coerência.

FGV

A FGV tem fama de ser uma das bancas mais exigentes em termos de interpretação e gramática. Os enunciados tendem a ser bem densos, com uma abordagem analítica e questões de múltipla escolha. Aqui, você pode esperar desafios que vão além do óbvio.

Em relação às pegadinhas, a FGV é bem imprevisível. Isso porque as questões podem demandar um raciocínio mais complexo, como considerar trechos de autores ou contextos específicos, além de “inventar” situações gramaticais que não são comuns.

Para os concurseiros, é quase unanimidade que é extremamente importante “entrar na cabeça” da banca. De nossa parte, recomendamos que, nos seus simulados, você foque bastante em:

  • Interpretação de textos longos;
  • Análise de coesão e coerência;
  • Gramática aplicada com profundidade (especialmente as regras menos comuns);
  • Vocabulário e uso contextual.

FCC (Fundação Carlos Chagas)

A FCC segue perfil mais “clássico” de múltipla escolha, ou seja, trabalha com questões geralmente mais diretas e curtas. Na parte de Língua Portuguesa, avalia interpretação, gramática, sintaxe, mas de maneira mais previsível, então os simulados com exames anteriores serão grandes aliados aqui.

Em comparação com a Cespe ou com a FGV, há bem menos pegadinhas. Nesse sentido, uma recomendação é que você tome cuidado com alternativas “quase corretas” — aquelas que podem te levar ao erro por conta de detalhes.

Se essa for a sua banca, recomendamos que estude:

  • Regras gramaticais;
  • Sintaxe;
  • Vocabulário;
  • Interpretação de texto.

Cesgranrio

A famosa banca do Banco do Brasil e da Caixa Econômica! A Cesgranrio trabalha com questões de enunciado médio, bastante interpretação e gramática aplicada.

Ela é mais direta que a FGV, mas tem o hábito de exigir a leitura de contextos, muitas vezes usando gráficos, charges e tabelas para isso.

Suas pegadinhas são menos intensas e frequentes em comparação com a Cespe, mas a recomendação de ler tudo com atenção ainda é válida. Dica: a Cesgranrio costuma cobrar todo o conteúdo listado no edital, de forma bem distribuída. 

Para essa banca, você deve estudar:

  • Interpretação de texto;
  • Vocabulário;
  • Ortografia;
  • Sintaxe;
  • Gramática.

Qual a melhor estratégia para acertar questões de Língua Portuguesa em concursos?

Para começar a ir muito bem na prova de Língua Portuguesa de qualquer concurso, estas 5 dicas são imbatíveis:

  1. Resolva muitas questões antigas da banca que você vai prestar;
  2. Leia textos complexos regularmentes para melhorar a interpretação;
  3. Faça resumos simples de gramática e revise tudo frequentemente;
  4. Use simulados para melhorar a sua velocidade na matéria;
  5. Estude com questões comentadas para unir teoria e prática.

A seguir, a gente explica o que acontece com o seu desempenho quando você as coloca em prática.

1 – Resolva muitas questões antigas da banca que você vai prestar 

Cada banca tem um estilo próprio na hora de formular as questões. Então, uma mesma regra pode ser abordada de maneiras totalmente diferentes a depender de qual concurso você vai prestar.

Em uma abordagem mais direta, por exemplo, a questão pode apenas testar se você sabe aplicar a regra. Assim:

“Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente empregado de acordo com o sujeito:

  • (A) Haviam muitos alunos na sala;
  • (B) Havia muitos alunos na sala.” 

Agora, essa mesma regra poderia ser apresentada a você de um jeito mais contextualizado, que exige interpretação e análise de estilo. Olha só a diferença:

“No trecho ‘Havia pessoas que não sabiam o que esperar’, a forma verbal ‘havia’ poderia ser substituída por ‘existiam’ sem prejuízo de sentido e correção gramatical?”

Aqui, a ideia seria perceber que “haver” no sentido de existir é impessoal, então não varia no plural — e que trocar por “existiam” muda a estrutura, pois esse sim exige concordância.

Para dominar essas nuances e não ficar sem saber o que fazer diante de um contexto novo, o segredo é reunir provas anteriores do concurso que você quer prestar para incluir no seu cronograma.

2 – Leia textos complexos regularmentes para melhorar a interpretação

A interpretação de texto é o tipo de habilidade que melhora muito mais rápido com prática contínua

O ponto positivo é que isso não significa apenas sentar e estudar: ler pode ser uma tarefa diária de várias formas — ler notícias, artigos, livros, reportagens e outros textos que sejam complexos vão deixar a sua capacidade de interpretação mais afiada.

Dica: escolha assuntos que você goste. Assim, a leitura fica muito menos cansativa. Além disso, coloque em prática essa habilidade resolvendo questões de outros editais também.

3 – Faça resumos simples de gramática e revise tudo frequentemente

A Língua Portuguesa é pura técnica e sabemos que, às vezes, uma regra pode parecer complexa e difícil demais. Para evitar esse problema, nosso conselho é que tente simplificar o conteúdo, do seu jeito. 

Olha só esse exemplo: a regra de colocação pronominal pode parecer um bicho de sete cabeças quando você lê sua teoria: “Emprega-se a ênclise quando o verbo inicia a oração; a próclise quando há palavra atrativa antes do verbo; e a mesóclise em tempos futuros do presente ou do pretérito”.

No entanto, você pode “traduzir” essas orientações para uma versão mais simples. Assim: 

“Antes do verbo = próclise; depois do verbo = ênclise; no futuro = mesóclise.”

Dica extra: com o passar do tempo e do seu cronograma de estudos, é compreensível que você vá se esquecendo daquilo que estudou lá no começo. Para evitar esse problema e manter o conteúdo sempre fresco na memória, reserve um momento na sua agenda para fazer uma revisão periódica, a cada três dias ou uma semana.

4 – Use simulados para melhorar a sua velocidade na matéria

Especialmente nas provas com enunciados muito longos, é bem fácil você cair no erro de perder tempo demais em uma questão, ou em toda a matéria. 

Agora, se praticar com provas anteriores, simulando inclusive a duração do exame, vai aprender a melhor maneira de gerenciar seu próprio tempo e desenvolver técnicas que vão otimizar a sua atenção em cada questão.

Aqui vão algumas dicas extras para você ir melhorando a sua performance e sua relação com o tempo:

  • Cronometre o tempo de cada questão e veja onde está gastando demais;
  • Recrie o ambiente da prova, sem pausas, colas, celular ou distrações;
  • Anote seu desempenho por matéria para identificar os pontos fracos;
  • Treine a leitura dinâmica, principalmente em enunciados longos;
  • Evite voltar o tempo todo nas questões, pois isso quebra o ritmo;
  • Marque as dúvidas, mas siga em frente e volte a elas só no fim;
  • Revise os erros com calma depois do simulado — é ali que você mais aprende;
  • Simule o cansaço real da prova, resolvendo blocos longos de questões;
  • Repita o processo semanalmente, já que a regularidade é o que cria velocidade;
  • Foque na precisão, não só na rapidez — errar rápido não ajuda.

5 – Estude com questões comentadas para unir teoria e prática

A dinâmica de uma questão comentada assim: além de simplesmente olhar a questão, você tem o auxílio de quem entende do assunto para:

  • Interpretar corretamente o enunciado;
  • Identificar pegadinhas;
  • Dominar o estilo da banca organizadora;
  • Entender a justificativa por trás de cada alternativa certa ou errada;
  • Aprender com seus erros.

É, em resumo, uma maneira de estudar prática e teoria simultaneamente. Imagine que você erra uma questão sobre colocação pronominal (próclise, ênclise e mesóclise). Você achava que o certo era:

“Entregou-me o relatório ontem.”

Porém, ao ler o comentário do professor ou professora, entende que o uso da ênclise está errado porque há um advérbio (“ontem”) antes do verbo, o que atrai o pronome para antes do verbo. Ou seja, o correto seria:

“Ontem me entregou o relatório.”

Nesse momento, você entende o porquê do erro e não apenas a resposta certa. Em outras palavras, transforma um acerto ao acaso em aprendizado consciente e ativo.

Dica bônus: intercale a Língua Portuguesa com outras matérias

Estudar apenas Língua Portuguesa por horas seguidas pode até parecer produtivo, mas, na prática, o cérebro cansa e o rendimento cai

Essa é uma matéria técnica, que exige muita atenção a detalhes, interpretação e análise de estruturas. Por isso, uma ótima estratégia é intercalar o estudo da disciplina com outras matérias, como raciocínio lógico, atualidades ou conhecimentos específicos. Essa alternância vai te ajudar a manter o foco, reduzir a fadiga e até a melhorar a fixação dos conteúdos.

Por exemplo: depois de estudar regras de concordância verbal, mude para uma matéria mais objetiva, como matemática financeira. Assim, enquanto você “descansa” da abstração da língua, o cérebro continua ativo, só que de outro jeito, em outra esfera. Quando voltar à Língua Portuguesa, vai sentir sua mente mais propensa a compreender a matéria com facilidade.

Lembre-se: a ideia é estudar com qualidade, não apenas quantidade. 

Estude Língua Portuguesa e muito mais com a gente

Por aqui, você encontra questões comentadas em vídeo, baseadas nas provas dos últimos 10 anos dos principais concursos bancários do país — sobre Língua Portuguesa e todos os outros assuntos que você precisa dominar para conquistar seu cargo. Topa conhecer?

Sabia que somos a única plataforma que te dá essa ajuda? Nos vemos lá!

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